Aug 09 2008

SMX São Paulo – Considerações

Acabo de chegar de viagem da grande São Paulo. Não vai dar para escrever um review do evento agora, to morto, mas logo que recuperar as forças vo incluir muito material aqui sobre o evento, fotos, vídeos e agradecimentos, por hora fica um vídeo que eu gravei com o Paulo do Marketing de Busca, o Pedro Supertti aqui do SEO Cast e o Fábio Ricotta do Mestre SEO.

Eles comentaram o que acharam do evento, e você pode ver abaixo ou direto no youtube.


Jul 01 2008

Google indexa flash: será que agora vai?

Em meados de 2005 a Adobe lançou uma SDK (Software Develloper Kit) algo como um plugin para o flash. Fato é que dessa SDK foi gerada uma classe que era capaz de penetrar (olha o respeito) no código binário da aplicação SWF.

Teve uma conferência que o Matt Cutts (de novo esse cara?) falou sobre a SDK, eu li a respeito e saí como um touro atrás dessa SDK e achei no site da adobe escondida e jogada as traças, baixei para o meu pc e começei a ler a documentação e ver os exemplos, pensei na mesma hora "OMG estou rico!". É senhores, não foi dessa vez, a SDK não funcionava tão bem, ela funcionava perfeitamente em alguns swf’s e em outros não. Deixei ela jogada num canto do pc e continuei a vida. Mês passado tive um tempo a mais e resolvi investir nela, arranjar alguém para tentar terminar de desenvolver o troço, chamei uns amigos uns contatos e talz, e pensando muito a respeito cheguei na conclusão de que se a Adobe lançou em 2005 e depois não continuou o desenvolvimento aquilo ali não seria uma ferramenta para os desenvolvedores e sim para os buscadores.

Eis que 5 dias após a brilhante conclusão o Google anuncia para o mundo que sabia indexar os swf’s de uma forma melhor. Fiquei meio intrigado e com um pé atrás. Logo após lançaram mais um post no blog oficial contando sobre como seria essa indexação e parece ter evolúido algumas coisas. Principais características:

  • Inclui textos, botões, menus etc.
  • Geração dos snippets (descrições que aparecem nas SERP’s)
  • Não indexação de flash’s que não tenham textos, exemplo apenas botões, animações ou som.
  • Também não indexam FLV como vídeos do youtube.
  • Você não precisa otimizar nada, nem fazer nada segundo o Google, ele vai atrás de você!

Também existem limitações técnicas até então como:

  1. O mano Google Bot não indexa alguns tipos de javascript. Então se a sua página está indexando o flash via javascript, já era irmão, perdeu playboy!
  2. Se você está puxando a bagulhada pelo action script exemplo: um SWF dali, um XML de lá, um HTML etc. O robô vai ficar meio louco e vai separar a sua index do resto e não vai considerar esses arquivos como parte do conteúdo.
  3. Existe dificuldades para indexar línguas bi-direcionais, agora não me pergunte o que é lingua bi-direcional porque eu to com preguiça de pesquisar. Mas, já sabe né? Não use linguagem bi-direcional.

E viva o Google. Digo a Adobe!


Jun 26 2008

Link Building e uma lição ética

Vamos encarar os fatos, todo mundo ama Link Building. O Google adora bons links, os usuários necessitam de referências relevantes, você sobe no ranking orgânico. Então, porque lá fora parece haver uma discussão infinita sobre esse assunto?

O cenário é o seguinte, nós temos os bandidos, os mocinhos e os espertões.

Os caras maus usam técnicas xiitas (no estilo homem bomba de ser) para conseguir links para seu site. Saem comprando links de sites com pagerank elevadíssimo, constroem assuntos mega hiper hype, passam o dia todo no digg.com e estão acima da lei do universo (leia-se google). Os mocinhos acreditam na terra prometida, seguem uma filosofia natural de vida, acreditam que a construção de links para seu site e para fora dele se dá de forma .. ahn .. vamos ver … "natural". Não se apegam a hype, morrem de medo de comprar um link em qualquer site achando que o FBI vai bater na sua porta 7 minutos e meio após a bandeirinha vermelha do google acender.  E aí por último temos a malandragem, aqueles caçadores de links hype’s que só vivem de hype e a vida deles é voltada para o que a Paris Hilton comeu ontem. Se gabam a beça com seu PageRank 6 construído em cima de um reciprocal links de blogs registrados antes de ontem.

A leia universal (já sabe né?) não é clara. Não temos um Arnaldo César Coelho em nossa comunidade pra dizer "A regra é clara, toma cartão vermelho muito bem aplicado." Eu vivo escutando que Links Recíprocos são ruins para o peso do seu site, até hoje muitos blogueiros não são penalizados por isso. Eu conheço umas duas ou três fazendinhas de links e vamos ver, nada de punição!?
Estaria o Google aprendendo com o governo brasileiro como tocar uma democracia? Ou talvez o Matt Cutts estaria muito preocupado com a sua fantasia de Halloween em vez de melhorar as técnicas de identificação de web spam?

Será que os bonzinhos estariam passando para o papel de tolos? Os espertos para o papel de bonzinhos e os caras maus para o papel de espertões?

E você compra links? Espera que eles caiam do céu? Passa o dia todo no rec6.com.br só procurando um hype? Quem está certo?

Post dedicado ao Ricotta e ao Heron


Jun 10 2008

SEO no Google as novas regras

Semana passada o Matt Cutts, engenheiro de Web Spam do Google, disse no SMX Advanced (um dos maiores eventos de search) e posteriormente postou no blog dele que o Google tinha atualizado a documentação sobre SEO. Ele se refere ao guia de boas práticas e dicas que o buscador oferece aos desenvolvedores. Desde o começo do mês o blog oficial do search vem fazendo uma série de posts para esclarecer muitas dúvidas ou interpretações confusas dos seus conselhos de práticas. Se você quiser ir ler direto na fonte segue a lista de links dos posts (em inglês) abaixo:

Agora se você quiser ver um resumo de tudo, tentarei ser objetivo e breve.

Quanto a questão do REP (Robots Exclusion Protocol) ou o nosso conhecido robots.txt o Google não trouxe muitas novidades além das já conhecidas, apenas deixou bem claro o que vale e não vale. Se você está por fora o Paulo do marketingdebusca te deixa por dentro: robots.txt

As novidades ficam por conta de um vídeo explicativo sobre IP delivery, geolocation e cloaking. Neste vídeo que vou dar um embed abaixo a apresentadora mostra a diferença entre os dois primeiros conceitos. O IP Delivery te fornece as informações de que país o usuário está acessando o seu site, logo você pode servir um conteúdo específico para ele. Tem muita gente que usa tradutores nas páginas e acaba tendo conteúdo em outras línguas achando que é a melhor solução. Só que esquece que a URL irá continuar com frases na língua original e isso prejudica a indexação e diferenciação do conteúdo para o Google. Aí entra o geolocation para te auxiliar, pois, você pode coletar informações da língua do browser e unido com as informações do país pelo endereço de ip você serve um conteúdo alvo para o cara, pois não da para julgar o usuário através apenas do IP porque pode ser um brasileiro passando férias na Alemanha por exemplo. Se você coletar via cookies alguma informação de lingua portuguesa pode entregar um conteúdo específico para o usuário. O google dá o exemplo se você entra na página deles com a lingua em português e acessa google.com é redirecionado para o google.com.br, porém se você está com a linguagem do browser em inglês ele acessa o google.com e mostra um link para o google brasil.

A melhor saída para essa distinção de línguas e conteúdos, segundo o google, é usar subdomínios ou novos domínios e não misturar várias linguas na mesma url. O Google interpreta o sub domínio como um site novo, você pode falar de um assunto totalmente desanexado do tema principal do domínio sem afetar o seu ranking por isso. Ele aconselha você colocar sites em outras linguas em sub domínios. Uma boa para blogs que falam de vários assuntos seria ligar com sub domínios também e não url’s por não ser o método mais eficaz.

A apresentadora ainda afirma que as url’s devem ser ÚNICAS.

Para finalizar essa parte, o vídeo da um pitaco de que se você entregar um conteúdo diferente para o bot do google do que você entrega para o usuário, será considerado cloaking. Trate o bot como um usuário normal.

Este ano um desenvolvedor deu uma bronca no Google sobre eles não se reportarem a respeito do que acham sobre o nofollow e como eles tratam essa questão. O camarada realmente fez um post descendo a lenha e o Matt Cutts resolveu até cita-lo para anunciar o posicionamento do Google em relação ao nofollow. A nova documentação ao meu ver ainda deixa algumas dúvidas, porém a minha interpretação é de que podemos sim esculpir o pagerank com nofollow. Três observações importantes uma delas diz que o nofollow em links para fora do site pode ser considerado conteúdo sem confiança, outra diz que você pode usar nofollow na sua estrutura interna para não deixar o bot ir parar numa página de registro para conteúdo protegido por senha, então seria melhor colocar nofollow para ele procurar o que realmente é visível e importa pra você. Dessa forma fica claro que não há um problema de não confiança na estrutura de links internos. Ou não fica claro?

E por último o conceito básico de doorway pages aquelas páginas feitas para enganar o usuário que busca determinado assunto/keyword e o webmaster oferece um conteúdo pobre otimizado apenas para atrair o visitante com algum fim. Isso fere as regras de boas práticas e pode retirar as páginas das SERP’s.